O primeiro dia do LOGISTIQUE SUMMIT 2026 foi encerrado com uma conversa com lideranças sobre a Santa Catarina de 2035 e as decisões que definirão a próxima década de crescimento. Antônio Carlos Guimarães, Vice-Presidente de Logística e Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, foi o mediador desse encontro.
Ivan Amaral, Secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, disse que Santa Catarina é um estado diferenciado, que cresce acima da média nacional e precisa resolver questões para não estagnar em seu crescimento e em sua contribuição para o desenvolvimento do País. “Em breve, contaremos com oito portos e nossas rodovias não aguentam mais. Ao mesmo tempo, nos destacamos no modal aéreo já como o terceiro porto de cargas do Brasil. É necessário investir para que sigamos crescendo”, disse.
“Nosso estado evoluiu em seu planejamento, mas nossa logística ainda depende muito de bens federais”, disse Maurício Battistella, Presidente do Conselho de Infraestrutura da FIESC e Membro do Conselho do Grupo Battistella. Para ele, é uma falta de visão a indústria não participar mais ativamente do planejamento federal de investimentos para apresentar seus gargalos.
Para Jácomo João Isotton Neto, Vice-Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), o Brasil demanda de um plano de Estado em vez do Plano de Governo que se encontra há anos. “É preciso entender as prioridades. O modal terrestre entende que é com investimentos em toda a cadeia logística que ele vai poder ser mais eficiente e competitivo amplamente e isso requer um olhar para o todo de modo pragmático”, afirmou.
Evaldo Niehues Jr., Diretor de Relações Internacionais da federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), contou que a em pesquisa feita pela entidade com todo o setor produtivo catarinense – mais de 29 mil empresas – apurou-se que 41% de seus pleitos têm relação com os modais logísticos e 16% com logística de base (infraestrutura, energia etc), “Ou seja, mais de 60% das demandas do setor produtivo são do âmbito da logística. Precisamos deixar a política de lado e buscar soluções de longo prazo para o Brasil se manter competitivo, assim como Santa Catarina”, completou.
Tulio Duarte, Vice-Presidente de Ecossistema, da ACATE, encerrou a conversa de lideranças afirmando que a tecnologia é a ferramenta propulsora da competitividade. “Santa Catarina é um berço tecnológico à serviço da logística, integrando sistemas, dissolvendo burocracias, conectando serviços, disponibilizando informações e impulsionando a cadeia produtiva
O LOGISTIQUE SUMMIT é realizado durante a 7ª. edição da Logistique – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, evento que vai até 13 de agosto, no Expocentro Balneário, contará com mais de 60 horas de debates qualificados, além da área de exposição.
Pontos a serem anotados:
- Santa Catarina é um estado diferenciado, que cresce acima da média nacional e tem investido, mas ainda há questões de modernização a serem resolvidas
- A indústria precisa participar do planejamento federal de investimentos para apresentar seus gargalos
- O Brasil demanda de um plano de Estado em vez do Plano de Governo
- Investimentos na cadeia logística precisam contemplas a integração dos modais
- Mais de 60% das demandas do setor produtivo catarinense são do âmbito da logística, visando competitividade