A busca pela redução das emissões de gases de efeito estufa tem impulsionado uma transformação profunda no setor logístico mundial. Em um cenário de crescente pressão por operações mais sustentáveis, o hidrogênio verde desponta como uma das soluções mais inovadoras e promissoras para substituir combustíveis fósseis e acelerar a descarbonização do transporte de cargas e das atividades de armazenagem.
Produzido por meio da eletrólise da água utilizando eletricidade proveniente de fontes renováveis, como energia solar e eólica, o hidrogênio verde é considerado um combustível limpo por não gerar emissões de carbono durante sua produção. O processo separa as moléculas de hidrogênio e oxigênio presentes na água, resultando em uma fonte energética que pode ser armazenada, transportada e utilizada em diferentes aplicações industriais e logísticas.
Embora o hidrogênio já seja empregado há décadas como matéria-prima em diversos segmentos industriais, seu uso como vetor energético ainda está em expansão, impulsionado pelos compromissos globais de neutralidade de carbono e pela necessidade de alternativas viáveis para setores cuja eletrificação ainda enfrenta limitações técnicas, como o transporte pesado.
Na logística, o potencial de aplicação é amplo. Caminhões, veículos comerciais leves e equipamentos de movimentação interna, como empilhadeiras e paleteiras, podem operar com células de combustível movidas a hidrogênio, reduzindo significativamente as emissões sem comprometer a autonomia ou a produtividade das operações.
Além da mobilidade, o hidrogênio verde também pode atuar como solução para o armazenamento de energia renovável. O excedente gerado por usinas solares ou eólicas pode ser convertido em hidrogênio e utilizado posteriormente para abastecer veículos ou fornecer energia a instalações logísticas, aumentando a eficiência energética e fortalecendo a resiliência operacional de armazéns e terminais.
Esse movimento também já alcança a infraestrutura portuária. Portos nacionais e internacionais vêm investindo em projetos voltados à produção e ao uso do hidrogênio verde como estratégia para reduzir as emissões das operações marítimas e logísticas.
Nos portos, já são encontrados projetos de voltados à produção e distribuição do combustível, assim como para o abastecimento de equipamentos portuários – tratores de terminal e empilhadeiras – e projetos de uso nos programas de integração do hidrogênio à cadeia logística e energética.
Essas experiências demonstram que a tecnologia pode contribuir não apenas para o transporte terrestre, mas também para a descarbonização das operações portuárias e, futuramente, do próprio transporte marítimo por meio de combustíveis derivados, como a amônia e o metanol verdes.
Apesar das perspectivas positivas, a tecnologia ainda enfrenta desafios econômicos e estruturais. Para apresentar cases de sucesso no uso do Hidrogênio Verde, assim como debater sobre os entraves e oportunidades de avança dessa tecnologia, a Logistique 2026 – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional,abrirá espaço e contará com nomes de destaque nesse cenário.
“Já somos reconhecidos como um dos maiores evento do Brasil, catalisador dos debates e das inovações ligados ao comércio internacional e ao desenvolvimento logístico e lemas ligados à sustentabilidade estão sempre em nosso radar”, afirma Leonardo Rinaldi, diretor do evento.
A Logistique 2026 será realizada de 11 a 13 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, SC e a organização espera um crescimento da ordem de 15% em relação à edição do ano anterior.