Como os portos brasileiros podem reduzir custos e aumentar a competitividade das exportações e importações?

Claudia Borges, Diretora-Executiva da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) foi a convidada da Logistique – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, evento que vai até 13 de agosto, no Expocentro Balneário, para mediar o painel de debates: ‘Como os Portos Brasileiros Podem Reduzir Custos e Aumentar a Competitividade das Exportações e Importações”.

Osmari de Castilho Ribas, Superintendente da Portonave disse que a solução está tanto nos investimentos nos terminais como nos acessos a eles. “terminais competitivos precisam de acessos funcionais e, no Brasil, esses investimentos estão muito atrasados para contribuírem neste momento para a competitividade”, Afirmou.

Envolvido em um cenário que julga preocupante, Cleverton Vieira, Presidente do Porto de São Francisco do Sul, disse que a previsão é de o porto dobrar o volume de carga em curto prazo e falta ainda a eficiência na vazão rodoviária e ferroviária. “A solução que encontramos foi realocarmos os nossos recursos em parte para esse tipo de solução, sem esperarmos investimentos federais. Com isso, garantimos maior fluidez e eficiência”.

Para Artur Antunes Pereira, Superintendente do Porto de Itajaí, a particularidade do Porto de Itajaí ser localizado na foz do rio e, por isso, estar sujeito à sedimentação constante, já é uma situação que pede investimentos. “A solução seria mudar o porto de lugar, mas como não temos essa possibilidade, contamos com a revitalização. O porto parado por 20 anos e somente há 20 meses vem sendo feita a retomada das condições de operação com o apoio do Governo Federal. Hoje, já constatamos que a cada mês, Itajaí registra aumento de volume de carga de 40% a mais que o mês correspondente em um ano”, completou.

Christiano Lopes de Oliveira, presidente do Porto de Imbituba, comentou sobre o recorde de operações de Imbituba em 2024 e contou sobre as obras de modernização que estão em curso “Precisamos crescer com eficiência na parte de mecanização, um dos pontos que estamos dando atenção para evitar gargalos”, explicou.

Para Antonio Gobbo, Diretor Presidente da Autoridade Portuária da Bahia – CODEBA, aumentar a competitividade nem sempre demanda apenas de investimentos, mas de gestão e planejamento “Melhorar a relação entre o valor de investimento, seja federal ou reinvestido do próprio porto, com o custo, ou seja, tratar os problemas com racionalidade é a saída que encontramos. O Brasil tem um atraso de mais de 40 anos de necessidades de modernizações em infraestrutura logística e a conta chegou e, portanto, precisamos a lógica econômica que justifique investir para reduzir os gargalos.

Júlio Dias, Gerente de Projetos da Secretaria Nacional de Portos, falou das iniciativas da Secretaria visando maior produtividade e competitividade. Ele disse que é necessário um olhar holístico, que parta do planejamento, e envolva investimentos, como os do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), questões ambientais e ESG, investimentos em mão-de-obra qualificada e educação, questões de seguro, entre outras. “Para que esse plano faça sentido, a iniciativa privada, as gestões dos portos, a indústria, toda a cadeia logística precisa participar. Na próxima semana, abrem-se as discussões sobre o Plano Nacional de Logística (PNL) 2025 e todos precisam participar”, completou.  

A 7ª. edição da Logistique – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, evento que vai até 13 de agosto, no Expocentro Balneário, contará com mais de 60 horas de debates qualificados, além da área de exposição.

Pontos a serem anotados:

  • Que para os portos brasileiros reduzirem custos e aumentarem a competitividade das exportações e importações é preciso investimentos, tanto nos terminais como nos acessos a eles
  • Que para os portos brasileiros reduzirem custos e aumentarem a competitividade das exportações e importações é possível que portos realoquem seus dividendos em melhorias, sem esperar totalmente por investimentos federais
  • Que para os portos brasileiros reduzirem custos e aumentarem a competitividade das exportações e importações é preciso melhorar a relação entre o valor de investimento com o custo co lógica e planejamento
  • Que para os portos brasileiros reduzirem custos e aumentarem a competitividade das exportações e importações é fundamental que a iniciativa privada, as gestões dos portos, a indústria, toda a cadeia logística participe das decisões e dos planos públicos de investimentos, apresentando sias demandas e urgências

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