Competir no mercado internacional nunca foi uma tarefa simples. Para as empresas e indústrias brasileiras, porém, o desafio tornou-se ainda maior diante de um cenário marcado por transformações tecnológicas, mudanças nas cadeias globais de produção, disputas comerciais e novas exigências de eficiência e produtividade.
Não basta produzir mais. É preciso produzir melhor, transportar com eficiência, reduzir custos, acessar mercados e tomar decisões cada vez mais rápidas e estratégicas.
Nesse cenário, investimentos em automação, digitalização, infraestrutura, energia competitiva, qualificação profissional e logística inteligente ganham importância. Ao mesmo tempo, fatores externos e internos podem alterar rapidamente as condições de competitividade de uma empresa.
Geopolítica e comércio exterior: um cenário em transformação
As relações comerciais internacionais passam por um período de mudanças profundas. Disputas entre grandes economias, guerras, conflitos geopolíticos e alterações nas políticas comerciais podem repercutir diretamente sobre as cadeias globais de suprimentos.
Os efeitos chegam à operação das empresas por diferentes caminhos: preços de combustíveis e insumos, disponibilidade de produtos, custos de frete, seguros, rotas internacionais, tarifas e condições de acesso a determinados mercados.
Para quem exporta ou importa, acompanhar essas transformações deixou de ser apenas uma atividade estratégica. É uma necessidade para reduzir riscos e tomar decisões com mais segurança.
No Brasil, 2026 – ano eleitoral – também é um ano que concentra expectativas em torno dos rumos econômicos e das decisões que podem influenciar investimentos, consumo, infraestrutura, comércio exterior e ambiente de negócios.
A esses fatores soma-se um desafio conhecido pelas empresas brasileiras: o Custo Brasil. Complexidade tributária, burocracia, infraestrutura insuficiente, dificuldades de acesso ao crédito e insegurança jurídica são alguns dos fatores que podem aumentar o custo e a complexidade das operações.
Na prática, isso significa que uma empresa pode ser eficiente dentro de sua fábrica e, ainda assim, perder competitividade ao longo da cadeia logística.
É nesse ponto que logística, infraestrutura e comércio exterior deixam de ser questões isoladas e passam a fazer parte diretamente da estratégia de competitividade da indústria.
Como reduzir custos e aumentar a competitividade?
A busca pela competitividade envolve debates sobre discutir investimentos em infraestrutura, integração entre modais, acesso a capital, tecnologia, automação, digitalização dos processos, inteligência artificial, qualificação profissional e novas estratégias para exportação.
Também é preciso olhar para o futuro. Como o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional nas próximas décadas? Quais investimentos serão necessários para aumentar a capacidade logística? Como financiar projetos de infraestrutura? E de que maneira a tecnologia pode contribuir para elevar a produtividade e reduzir custos?
São questões que estarão no centro dos debates da Logistique 2026 – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, que acontece de 11 a 13 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Em sua 7ª edição, a Logistique 2026 reunirá mais de 150 marcas expositoras e contará com mais de 60 horas de conteúdos e debates, aproximando indústria, logística, comércio exterior, tecnologia, infraestrutura, finanças e poder público.
Entre os assuntos que estarão em pauta estão os impactos da disputa entre China e Estados Unidos sobre comércio, investimentos e cadeias globais; as perspectivas para o Brasil como país exportador nas próximas décadas; a relação entre logística, infraestrutura e competitividade industrial; e os caminhos para financiar projetos e ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura.
O evento também apresentará cases e discussões sobre capital de investimento destinado ao setor privado, inovação aplicada aos processos logísticos e os efeitos da inteligência artificial sobre produtividade, negócios e geopolítica.
A programação reunirá representantes de empresas como DP World Brasil, WEG, Minerva Foods, TOTVS, General Motors, Tupy, Eurasia Group, ONE Brasil, Movecta, Navegam Log, Condor, entre outras.
Também estarão presentes representantes de instituições como International Finance Corporation (IFC), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e instituições ligadas a portos, hidrovias, ferrovias e infraestrutura.
Para Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, o evento tem como objetivo aproximar empresas, especialistas e tomadores de decisão em torno de temas que impactam diretamente a competitividade.
“Atuando como uma plataforma estratégica de negócios, a Logistique já é considerada um dos mais importantes eventos de logística e comércio exterior do Brasil, representando todo o potencial da região Sul e reunindo importantes players, inovações tecnológicas, informações atualizadas e debates estratégicos em um cenário de networking e negócios com vistas à competitividade”, afirma.
Segundo Rinaldi, a proposta também é ampliar a discussão sobre infraestrutura e soluções capazes de fortalecer a participação brasileira no comércio internacional.
“O evento projeta-se em nível nacional como uma plataforma estratégica de soluções e catalisa o protagonismo de uma das regiões de maior potencial industrial, logístico e portuário do Brasil, integrando um dos principais corredores de exportação e importação do Mercosul”, lembra.
De 11 a 13 de agosto, Balneário Camboriú será palco desse encontro. Para quem busca entender os desafios e, principalmente, as oportunidades para tornar as empresas brasileiras mais competitivas, a Logistique 2026 será um espaço estratégico para informação, networking, negócios e novas soluções.