Com a Reforma Tributária, logística ganha protagonismo na estratégia das empresas

Segundo o Sindicato Nacional de Comissárias de Despachos, Agentes Transitários e Intermediários de Carga, Logística e Fretes em Comércio Internacional – SINDICOMIS, a Reforma Tributária promete alterar muito mais do que o sistema de arrecadação sobre o consumo no Brasil. À medida que as novas regras entram em vigor, empresas de diferentes setores precisarão revisar estratégias que, por décadas, orientaram suas operações, investimentos e a configuração de suas cadeias de suprimentos.

Historicamente, a escolha da localização de centros de distribuição, armazéns, fábricas e outras estruturas logísticas esteve fortemente associada aos incentivos fiscais oferecidos pelos estados, especialmente aqueles relacionados ao ICMS. Em muitos casos, a vantagem tributária era um fator determinante na definição da malha logística das empresas, mesmo quando isso significava percursos mais longos ou custos operacionais mais elevados.

Esse cenário começa a mudar com a implementação gradual do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Como a tributação passará a ocorrer, predominantemente, no destino da operação, a tendência é que os benefícios fiscais percam peso nas decisões empresariais. Em seu lugar, ganham protagonismo critérios como eficiência logística, redução de custos operacionais, agilidade nas entregas, proximidade dos mercados consumidores e capacidade de oferecer um nível de serviço mais competitivo.

Na prática, isso significa que a logística deixará de ser apenas uma área de suporte para assumir um papel cada vez mais estratégico na competitividade das empresas. Organizações que conseguirem redesenhar suas operações com foco em eficiência e desempenho estarão mais preparadas para aproveitar as oportunidades criadas pelo novo ambiente tributário.

Nesse cenário, a logística ganha posição de destaque.

Ganharão destaque no mercado as empresas capazes de oferecer operações mais eficientes, maior previsibilidade, melhor gestão de estoques, integração tecnológica e redução dos custos logísticos.

A competitividade está ainda mais atrelada às estratégias de comércio exterior, à logística internacional, ao agenciamento de cargas, e às atividades de comissárias de despacho, operadores logísticos, transitários aduaneiros, armazenagem, transporte multimodal e serviços especializados de comércio exterior.

Para debater esses assuntos, a Logistique 2026 – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, evento que chega à 7ª. edição como um dos principais catalisadores dos debates e das inovações ligados a esses temas, será realizada de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Além dos mais de 150 expositores, mais de 60 horas de conteúdos e debates serão promovidos no evento que já se consagra como um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil.

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